
Há duas décadas críticos acreditavam na existência de certa dualidade no papel do esporte.
Para eles, o esporte era entendido como uma coisa vulgar, uma atividade de lazer orientada para o prazer, que envolvia mais o corpo do que a mente, e sem valor econômico, resultando na não consideração deste como um fenômeno que levante problemas sociológicos de significado equivalente aos que habitualmente estão associados com os negócios ‘sérios’ da vida econômica e política.
Diante disso, - segundo a concepção dos mesmos - afirmavam que o esporte podia ser utilizado como uma espécie de "laboratório natural" para a exploração de propriedades das relações sociais, como, por exemplo, a competição e a cooperação, o conflito e a harmonia, que parecem ser, segundo a lógica e os valores correntes, alternativas que se excluem mutuamente, mas que, neste contexto, no que se refere à estrutura essencial do esporte , possuem uma interdependência evidente e bastante abrangente.
Embora hoje
possamos defender a importância do esporte nos moldes atuais não podemos deixar de entender que o esporte, ao longo da história, também foi largamente utilizado para finalidades bem opostas (imposições de forças internacionais, imposições de raças “superiores”, “doping”, esporte como “comércio”) o que nos faz crer que os conceitos e valores universais propostos ao esporte devem ser relativizados e devem também ser alvo de análises mais reflexivas.O brasileiro João Carlos Cardoso Pereira, jogador de Futebol do time de base do Clube do Remo
O chileno, Juan Pablo Guzman Rubio, estudante de arquitetura na Universicad Andres Bello,
com seus 25 anos também aposta no esporte para fator de integração: “ En mi opicion es la actividad de mayor importancia referente a integracion, pues, por ejemplo... para un mundial de futbol, los paises olvidan todos sus conflictos o divisiones internas y se unen en torno a un mismo objetivo, representado por el equipo nacional.Ademas, pienso que ese fenomeno se da con mayor intensidad en america latina que en otras localidades.”
Na argentina, muitas pessoas como os jovens Augustin Calvo – 22 anos, estudante de engenharia e língua alemã na universidade de Moron – y German Alvarez - 24 anos profissional técnico – defendem o potencial do esporte como ferramenta para o desenvolvimento da forma física, o bem-estar mental, e principalmente a sua influência para com a educação entendendo o esporte, como uma “escola para a vida” que traz força ao caráter de inclusão.Assim sendo, unir no esporte é tão importante quanto a famosa economia e política, pois além delas não se desvincularem do mesmo, sempre estão presente na sua mediação.
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